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27/09/2018 ás 15h01

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Avaré / SP

Fiscalização interdita silos de empresas na região de Itapetininga e Avaré
Dos 21 empreendimentos fiscalizados, 18 foram interditados. Empresas apresentaram problemas no acesso aos espaços confinados e empregados não tinham treinamento para situações de emergência
Fiscalização interdita silos de empresas na região de Itapetininga e Avaré


Uma fiscalização realizada neste mês de setembro em empresas que trabalham com silos, nas regiões entre Itapetininga e Avaré, no Estado de São Paulo, resultou na interdição de 18 dos 21 empreendimentos fiscalizados.  As interdições ocorreram em cidades como Campina de Monte Alegre, Itaberá, Itapeva, Paranapanema e Taquarituba, entre outras.


De acordo com o Auditor-Fiscal do Trabalho e coordenador do Grupo Móvel de Fiscalização da Seção de Segurança do Trabalho – Segur, da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo – SRT/SP, Paulo Warlet, a operação piloto teve como foco grandes empregadores e serviu de termômetro para avaliar o setor.  Além de Paulo, integraram a equipe os Auditores-Fiscais Edison Cruz  – GRTb Itapeva, Guilherme Garnica – GRTb Bauru, Luciano Rodrigues – SRTb/SP e Roque Camargo – GRTb Sorocaba.


Paulo disse que ficou surpreso com o alto índice de irregularidades constatadas. A maioria das interdições ocorreu devido ao acesso aos espaços confinados dos silos e a irregularidades no trabalho em altura. Também foi constatada a falta de treinamento para situações de emergência aos empregados. “O grau de não conformidade foi muito superior ao esperado. A nossa intenção é ampliar a fiscalização para outras regiões de São Paulo”, informou.


Novas operações poderão ser feitas a partir de março de 2019. Mas, antes, a fiscalização fará notificações coletivas via Correios, recomendando as medidas de segurança que devem ser adotadas pelas empresas que atuam neste setor para evitar acidentes.


Durante a ação, 156 autos de infração foram lavrados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.


Regularização


As empresas que foram interditadas precisam regularizar a situação para que possam voltar às atividades, informa o Auditor-Fiscal. "Regularizando a situação, os empregadores devem procurar as gerências de circunscrição de suas cidades para apresentar a documentação comprobatória para que a fiscalização possa retornar à empresa e fazer verificação. Enquanto não estiver tudo regularizado, os silos permanecerão parcial ou totalmente interditados", explica.


Segundo ele, já houve pedidos de desinterdição nas Gerências Regionais do Trabalho das circunscrições de Sorocaba, Itapeva e Bauru. Mas apenas um pedido foi acatado, resultando na liberação de uma instalação de silos em Itaberá. “O empregador corrigiu as irregularidades de grave e iminente riscos aos trabalhadores”, informou.


Para Paulo Warlet, a atuação foi importante para que as empresas se responsabilizem pela segurança dos trabalhadores.


Números alarmantes


Em agosto de 2018 a BBC News Brasil publicou reportagem sobre acidentes em silos. O repórter João Fellet passou semanas pesquisando e levantando dados de fontes diversas, já que não existem estatísticas oficiais disponíveis. Ele apurou que entre 2009 e 2018 pelo menos 106 pessoas morreram em silos, quase todas por soterramento. Em 2017, houve 24 mortes. Em 2018, até julho, foram 13 acidentes fatais.


Os especialistas consultados consideram os números alarmantes e afirmam que as mortes são evitáveis. Ocorrem porque não são adotadas medidas de segurança ou porque não funcionam de maneira adequada.


A matéria da BBC News também cita o Sinait, ao afirmar que não há Auditores-Fiscais do Trabalho suficientes para fazer a fiscalização necessária. “Em Mato Grosso, auditores baseados em Rondonópolis e Cuiabá são responsáveis por fiscalizar uma área tão extensa quanto a Venezuela”, diz a reportagem.



FONTE: Nilza Murari - assessoria de comunicação do Sinait

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