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04/08/2018 ás 09h50

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A Estância

Avaré / SP

Remanejamento para outras escolas de Avaré causa transtornos a alunos da Escola Maneco
Pais de alunos criticam o “improviso” da Prefeitura e da falta de preparo para lidar com a mudança de local
Remanejamento para outras escolas de Avaré causa transtornos a alunos da Escola Maneco

À volta às aulas, nesta quarta-feira (1) em Avaré (SP), foi um pouco conturbada para os alunos da escola municipal Maneco Dionísio. Por conta da reforma na unidade, os estudantes foram remanejados para outras escolas municipais, o que gerou um desconforto aos pais, devido à maior distância entre a residência e os locais de transferência. Para alguns pais, a mudança parece ter ocorrido sem planejamento, “de improviso”.


 


Há pelo menos duas semanas o Jornal A Comarca tentou antecipar os locais de transferência dos alunos – o que facilitaria o planejamento dos pais, mas a Secretaria de Educação só informou os locais nesta semana do início das aulas. Os alunos foram transferidos paras as escolas Emeb Flávio Nascimento (1º A), Emeb Clarindo Macedo (4º A), Emeb Maria Thereza Picalho – Dondoca(3º B) , EE Coronel João Cruz (2º A, 3º A, 4ºB e 5º A), Emeb Zainy Zequi (ET. I), EE. Maria Izabel Cruz Pimentel (1º B, 2º B, 3º C, 3º D, 4º C, 5º B e 5º C).


 


Muitos agora têm que cruzar a cidade para chegar ao seu destino, prejudicando pais e filhos.


 


OBRA- Iniciadas em julho, as obras terão um período de 4 meses. De acordo com uma nota emitida pelo Executivo no dia 26 de julho, a Secretaria da Educação programou uma reunião na segunda-feira, 30, para discutir com os pais sobre o destino das crianças. Porém o munícipe Paulo Luciano, que tem um filho de 9 anos matriculado no Maneco Dionísio, disse que não foi uma reunião para decidir, mas sim para comunicar a decisão do Executivo referente ao remanejamento de alunos.


 


FALTA DE RESPEITO – Paulo Luciano relatou para a Comarca que muitos pais se sentiram prejudicados com a decisão de transferência de alunos, sendo uma “falta de respeito”.  “Eles (Prefeitura) não ficaram preocupados com o transtorno psicológico que isso pode gerar na criança e na dificuldade de transporte, visto que o Maneco fica localizado no Centro e as escolas que os estudantes foram transferidos ficam em bairros distantes”, contou.


Ele disse ainda que a Prefeitura poderia ter usado a Faculdade Eduvale, que ofereceu suas salas sem custo para o município (ver texto nessa página).


 


Ainda segundo o pai, a Prefeitura disse que irá fornecer transporte para os alunos que precisarem. “… eu moro no Bairro Paraíso e agora tenho que levar meu filho até a Dondoca, na Brabância. Eu trabalho próximo ao Centro, por isso é muito mais fácil levar ele até o Maneco. Para ir na escola Dondoca, que na outra ponta da cidade, tivemos que mudar toda a rotina”, reclama. Ele citou outros casos de pais que são obrigados a levar seus filhos em escolas que se encontram em bairros distantes. “Está ruim para todo mundo”, disse.


 


ESTRUTURA – Outro ponto questionado por alguns pais de alunos que estudam no Maneco é a defasagem em estrutura oferecida pelas demais escolas, visto que para receber aos estudantes do Maneco, tiveram que “adaptar” salas a fim de atender a nova demanda.


 


Em contato com a mãe de uma aluna da 4ª série, que foi remanejada para o Coronel João Cruz, destacou-se a discrepância referente à faixa etária dos demais estudantes, visto que a escola estadual atende alunos do ensino médio. Segundo ela, são salas improvisadas, e os alunos são obrigados a conviver com outros, de faixas etárias diferentes. “A Prefeitura deveria ter achado uma solução melhor, do quê espalhar os alunos por toda a cidade, em salas sem condições”, reclama a mãe.


 


EDUVALE – A Faculdade Eduvale de Avaré chegou a oferecer suas instalações para instalar os alunos da Escola Maneco Dionísio, mas a Prefeitura preferiu utilizar as escolas dos bairros. A informação é de Paulo Luciano, pai de aluno que disse ter entrado em contato com a Secretaria de Educação sobre essa possibilidade.


 


Conforme o Jornal A Comarca apurou, antes de optar por enviar os alunos para as escolas dos bairros, a Prefeitura teria negociado o espaço de salas de aulas tanto da FSP quanto da Fundação Regional Educacional de Avaré (Frea), porém ambas teriam alegado não ter espaço.


 


Paulo explica que a Eduvale se dispôs prontamente em colaborar com a Prefeitura. “Eu mesmo fui falar com a Secretaria de Educação que seria melhor para os nossos filhos estudarem todos em um só espaço, em local próximo do Maneco. Seria ideal”, argumenta.


 


Ele esclarece ainda que chegou a comentar que seria necessário um espaço para montar uma espécie de escritório da escola na faculdade. “Eu tenho certeza que a Eduvale iria emprestar sua estrutura, inclusive para esse escritório…, mas depois a Secretaria me disse que os alunos já foram remanejados, tirando a possibilidade de as crianças irem para a Eduvale. Aí eu me pergunto: por qual motivo? Mas eles não deram nenhuma justificativa”, disse.


 


OUTRO LADO – Conforme nota emitida pela Prefeitura, a reforma no Maneco tem como objetivo atender a dezenas de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP) para promover, de acordo com os prazos acordados, obras de adequação estrutural para obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Ainda em nota a Prefeitura destaca a necessidade de equipar os prédios escolares com recursos de acessibilidade. “Gestões que antecederam a atual se esquivaram da obrigação, colocando a possibilidade do acordo firmado junto ao MP ser inviabilizado, iniciando uma Ação Civil Pública com repercussões muito maiores. Toda obra pública depende de anterior processo licitatório, desta forma, prazos de abertura, seleção e contratação de construtora não dependem da decisão pessoal da Secretária da Educação e sim, de respeito às regras que regem o processo de escolha. O prazo para início e término das obras da EMEB Maneco Dionísio já está correndo, não havendo outra forma de garantir a manutenção das atividades escolares sem a transferência dos alunos para novas unidades”.

FONTE: Jornal A Comarca

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