domingo, 27 de maio de 2018
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Educação

04/05/2018 ás 13h52 - atualizada em 04/05/2018 ás 13h55

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A Estância

Avaré / SP

Dirigente escolar teve que comprar gás de cozinha com o próprio dinheiro
“Minha prioridade são meus alunos”, diz diretora da Creche Dona Bidunga; ela afirmou que vice-diretora teve que pagar do bolso para manter o fornecimento de merenda para as crianças
Dirigente escolar teve que comprar gás de cozinha com o próprio dinheiro

Na quarta-feira, 02, correu nas redes sociais o fato da diretora da Creche Dona Bidunga, Juliana dos Santos, ter dispensado os alunos mais cedo por falta de gás de cozinha, um fato que viralizou na internet a ponto da Secretaria da Educação enviar nota à imprensa dando explicações sobre o problema.
Segundo relatos de mães de alunos da creche, a dispensa ocorreu porque não havia possibilidade em fornecer uma alimentação adequada aos assistidos (que são mais de 230) ao longo do expediente que totaliza 10 horas diárias. Dezenas de críticas ao governo municipal foram postadas nas redes sociais, a maioria falando da falta de respeito e de responsabilidade em deixar faltar o gás de cozinha numa unidade escolar que funciona junto a várias comunidades carentes. 


Nota da Direção da Creche


Venho por meio desse esclarecer a dispensa dos alunos do CEI " Dona Bidunga" no dia 2 de maio de 2.018.
Seguimos o procedimento usual no pedido de reposição de gás, a cada doze dias entramos em contato com a SME, visto que o cilindro utilizado dura em média 15 dias,   não fui informada que corria o risco de ficarmos sem, e sim que a situação estava sendo resolvida e que chegaria no prazo.
Assim sendo no dia 27 de abril de 2018 comunicamos a secretaria que estávamos sem o produto, felizmente a refeição das crianças já tinha sido oferecida e novamente me responderam que o mesmo chegaria no período da tarde.
No dia 2 de maio quando retornamos do feriado prolongado às 6:30 da manhã nos deparamos com as funcionárias da cozinha aquecendo leite no microondas para servir o café da manhã das crianças, às 8:00 horário em qual abre a S.M.E já ciente do problema e de nossa falta de recursos, entramos em contato novamente para ter uma posição, visto que acolhemos crianças da Vila Operária, Vila Jardim, Vila Esperança, Serena, Terras de São José, Rural e Parque Jurumirim perfazendo um total de 235 crianças que permanecem até 10 horas, ou seja período integral na Unidade Educacional, ainda esperamos por mais duas horas e diante da não resolução do problema achei prudente comunicar aos pais para que as crianças fossem para casa onde seriam alimentadas adequadamente, visto que no momento estávamos impossibilitados de proporcionar às mesmas a porcentagem correta de suas necessidades nutricionais diárias, confirmado dia 3 pela  profissional do Departamento de Nutrição Escolar, e seguindo as diretrizes apresentadas no ECA e na Constituição Federal que nos diz que é de absoluta prioridade da criança direito a educação e alimentação.
Dia 3 de  maio, recebi um telefonema da S.M.E, perguntando se tinha recebido o gás, disse que não e me informaram que já estava chegando, entretanto continuamos sem o produto que só foi adquirido através da benevolência de uma funcionária que possuía condições e efetuou a compra.
Quero deixar claro que minha decisão unilateral foi preservar minhas crianças, sou funcionária pública e entendo que essa é minha função, prestar serviço de qualidade à comunidade que atendo, e também sou mãe e seja nessa posição, ou na de gestora, de cidadã, não vejo razão para que se omita dos pais um problema tão sério e muito menos deixar as crianças dentro da unidade sem receber o mínimo que lhes é de direito.

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