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24/02/2018 ás 14h35 - atualizada em 12/04/2018 ás 19h54

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A Estância

Avaré / SP

4 falhas estruturais da duplicação da SP- 255 e um fundamento que prejudica Avaré
Difícil imaginar que houvesse um planejamento adequado desta obra voltado para as pessoas e aos munícipes
4 falhas estruturais da duplicação da SP- 255 e um fundamento que prejudica Avaré
Além da duplicação, a rodovia ganhou vários dispositivos e melhoramentos

Era uma reivindicação antiga dos moradores de Avaré e região. Nós queríamos que nossa querida João Mellão, outrora conhecida como “Rodovia da Morte”, fosse duplicada na extensão que ligaria, ao menos, a Raposo Tavares com a Castello Branco.


Entretanto, absorvemos (perplexos) a notícia de que a obra aconteceria na nossa cidade, porém em apenas 7 km de extensão na área urbana.


Então em um evento que contou com a presença do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, representantes da CCR SPVias e da Artesp, políticos, órgãos oficiais, imprensa e de comunidades locais, iniciou-se a construção no dia 24 de maio de 2016.


Após um ano, seis meses e vinte e um dias, a obra orçada inicialmente em 177 milhões acabou sendo entregue com um custo de 184,2 milhões.


Foram


7,14 km de suor, concreto, ferro, terraplanagem e asfalto;


569 dias de construção;


1.200 empregos;


1 mês de atraso na entrega;


3, 5 km de marginais;


3 passarelas;


2 acessos aos bairros;


8,1 mil veículos/diários beneficiados; e


A promessa de mais segurança e fluidez impulsionando o turismo da região.


Após sua conclusão, no dia 18 de dezembro e o estouro do champanhe, não precisou de muito tempo para que nós avareenses ficássemos com a sensação de um engodo e suas deficiências.


Existem tantos erros usuais para esta duplicação que tenho certeza que você, caro leitor, faria muitos outros apontamentos e, ainda, deve concordar que fica difícil imaginar que houvesse um planejamento adequado desta obra voltado para as pessoas e aos munícipes.


Resolvi eleger apenas 4 (é democrático você não precisa concordar!) e concluir com um fundamento que prejudica a cidade de Avaré.


Vamos lá? Façam suas considerações!


Alocação das passarelas


Passarelas


Duas passarelas instaladas que atendem os moradores de bairros como o Terras de São José e Jardim Presidencial e Santa Mônica, foram alocadas em locais pouco usuais.


Os lugares não são adequados e foram erigidos em pontos distantes dos caminhos utilizados pelos pedestres. Inclusive moradores da Terra de São José fizeram um protesto quando da construção da via.


É claro que a alocação de alambrados, que impedem a transposição da rodovia, ajudam a tornar as passarelas o único viés para os moradores da região.


Porém a ideia que tem que prevalecer era a de ajudar na mobilidade do pedestre. No caso, em tela, parece ter dificultado aumentando a extensão da caminhada.


Túnel sob a Rodovia


Túnel sob a rodovia (Crédito de Imagem: O Victoriano)


Outra questão, é a que envolve o túnel que passa sob a Rodovia João Mellão que interligam os bairros da região norte (Presidencial, São Rogério, Duílio Gambini) com o centro.


Vale lembrar que antes era sinalizado com semáforo pelo fato de ser passagem para carros em mão única.


Mesmo com pedidos anteriores para que o túnel fosse alargado para permitir trânsito em mão dupla, o projeto conservou o tráfego em passagem única de veículos. Mas agora com o diferencial de levar o tráfego do bairro ao centro.


Um absurdo para a maioria dos motoristas, pois a passagem dupla permitiria que os bairros localizados após a rodovia tivessem acessos alternativos, livrando possíveis congestionamentos.


E se a ideia da duplicação era mobilidade urbana, como acontece em qualquer país desenvolvido com ações para desafogar o centro da cidade gerando a fluidez para os bairros, também não ocorreu na ocasião.


O foco é ajudar as pessoas a irem embora do trabalho com mais dinâmica e segurança. Aqui o que prevaleceu foi o inverso!


Ligações centro-bairros


Além do apontamento acima cito mais dois para reflexões.


O primeiro trata do prolongamento da Avenida Espanha. É no mínimo, ter uma visão futurista e de responsabilidade pensando em ajudar pessoas.


Temos um crescente de bairro e de população no norte do município! Foi um dos lugares que mais se desenvolveu nos últimos anos.


Faltou zelo na observação da densidade demográfica que projeta mais desenvolvimento nos próximos anos para o local.


Então a Avenida Espanha morre na Rodovia e a promessa da mobilidade urbana, fica renegado a outro plano.


Veja a deficiência de acesso e saída para os moradores do Jardim Santa Mônica. Se você quiser ir ao centro, obrigatoriamente, precisa acessar a Rodovia. Ao menos que queira gastar mais combustível (o que não está barato) para deslocar-se por dentro do bairro (cuidado com os buracos) presidencial e acessar o túnel da Rua Carlos Ramires.


Outra via que poderia ter sido estendida deveria ser, exatamente, a Avenida Dr Antônio Silva com uma ligação para as Terras de São José.


Ondulações na via e acúmulo de águas de chuva


Governador com os operários


Neste período, em que há a intensidade das chuvas de verão, saltou aos olhos o acúmulo de águas na rodovia.


Sem um escoamento adequado, por inúmeras vezes criou-se uma lâmina gerando riscos de aquaplanagem para os veículos.


Já as ondulações são tão perceptíveis, ao longo do trecho, que dão a impressão de que é uma pavimentação realizada há muitos anos! 


Um fundamento que prejudica a cidade de Avaré


Recentemente fiz alguns questionamentos, a Concessionária responsável pela obra, sobre a falta de iluminação debaixo do viaduto da entrada principal da cidade (início da Avenida Paulo Novaes).


Comentei sobre a importância da passagem para pedestres visando os acessos como o Recinto da Emapa, Kartódromo, Bombeiros, Polícia Ambiental, Sesi, Mc Donald´s e, provavelmente, as novas instalações do cinema da Cidade, além de polos geradores de empregos como 3 hotéis e as residências dos Bairros (diversas funcionárias transitam pelo local). A passagem estava insalubre. Era preciso ajudar as pessoas que usam a via para transitarem com segurança, reduzindo a possibilidade de crime.


Ignorando o fato, a Empresa, simplesmente, me respondeu que não constava no contrato!  


Juntamente, com um grupo de moradores de bairro da região, nos mobilizamos até que a Prefeitura fizesse a colocação de 8 refletores (um está queimado). A passagem continua insalubre. Mas não vamos desistir!


Talvez você possa não concordar e achar que essa não é sua responsabilidade. Mas creio que o problema é de todos nós! Precisamos nos envolver diretamente com a gestão pública. Constituir apontamentos, cobrar, fiscalizar! Vamos fazer o jogo do ganho-ganha. O que prejudica em muito Avaré é a omissão!


Afinal, pode ser que nosso transtorno seja momentâneo, mas as obras permanecem para sempre.


 


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