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POLÍTICA
Câmara instaura CPI contra Jô Silvestre
De acordo com o requerimento de Ernesto Albuquerque, que deu origem à CPI, há indícios de que a licitação, vencida pela empresa Conextec, tenha sido direcionada.
A Estância Avaré - SP
Postada em 25/09/2017 ás 21h18
Câmara instaura CPI contra Jô Silvestre

Jô Silvestre irá enfrentar uma Comissão Parlamentar de Inquérito no primeiro ano de seu governo. A CPI foi instaurada na noite de hoje, dia 25, pela Câmara de Avaré.


A CPI é baseada na denúncia feita pelo vereador Ernesto Albuquerque a respeito de um possível conluio na contratação de uma empresa para prestação de serviços na Feira Avareense de Música Popular (Fampop).


De acordo com o requerimento de Ernesto Albuquerque, que deu origem à CPI, há indícios de que a licitação, vencida pela empresa Conextec, tenha sido direcionada.


Há também indícios de que a Conextec tenha subcontratado outra empresa, a Som da Ilha, que foi quem realmente prestou o serviço durante a Fampop.


O edital não autorizava a subcontratação.


Ainda de acordo com o requerimento de Ernesto, a Som da Ilha responde a várias ações na Justiça e não pode ser contratada pelo poder público, talvez, por este motivo, a Conextec participou oficialmente da licitação.


O requerimento do vereador pelo PT foi assinado pelos vereadores Toninho da Lorsa, Flávio Zandoná, Cabo Sérgio, Adalgisa Ward, Marialva Biazon e Barreto do Mercado.


O Legislativo também aprovou a formação da CPI, com os vereadores Ernesto Albuquerque, Cabo Sérgio e Marialva Biazon.


Conextec / Som da Ilha


O vereador Ernesto Albuquerque pediu, na noite do último dia 18, durante sessão da Câmara, que o Legislativo abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto conluio entre empresas na Feira Avareense de Música Popular (Fampop).


Ernesto Albuquerque lembrou que em 28 de agosto entregou à Mesa Diretora da Câmara um envelope lacrado, onde constava o nome de uma empresa que, supostamente, venceria uma das licitações da Fampop.


“Uma pessoa me informou o nome e o CNPJ da empresa que venceria a licitação para prestação de serviços durante o festival. Escrevi esta informação em um envelope, que foi lacrado e assinado por diversos vereadores, porém, obtive uma surpresa, a empresa que coloquei no envelope, a Som da Ilha, não venceu o certame, mas sim uma chamada Conextec”, afirmou o vereador.


Segundo o vereador pelo PT, diante do resultado ele resolveu “investigar” as duas empresas e acabou surpreendido com algumas coincidências: ambas estão localizadas no Vale da Ribeira e pertencem a pessoas da mesma família, Bilezikdijian.


A Conextec, segundo o site da Receita Federal, está localizada na cidade de Jacupiranga e pertence a Paulo de Tarso Bilezikdijian Junior e Paula Jéssica Bilezikdijian.


Já a Som da Ilha, apontada por Ernesto como a vencedora a princípio, fica em Pariquera – Açu (a cerca de 15 km de Jacupiranga) e pertence a Cesar Augusto Bilezikdijian e Sulamita Bilezikdijian.


“Isso já me deixou surpreso: as cidades são muito próximas e as empresas pertencem à mesma família. Podemos afirmar isso já que Bilezikdijian não é um sobrenome comum. Se não bastasse isso, na sexta-feira, dia 15, pela manhã estive no local onde aconteceu o evento e qual foi a minha surpresa? O serviço estava sendo feito pela Som da Ilha e não pela outra empresa, que venceu a licitação”, afirmou o vereador, mostrando, inclusive, fotos da firma de Pariquera – Açu no recinto da Emapa.


Ernesto Albuquerque lembrou que, além do possível conluio entre as empresas, a vencedora da licitação não poderia estar terceirizando o serviço.

FONTE: Jornal do Ogunhê
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Daniel Avaré - SP 26/09/2017

Acho deveriam primeiramente esclarecer o caso da ex-comissionada advogada, se ela realmente prestou serviços e cumpriu expediente na prefeitura.

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