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POLÍTICA
Vereadores não aprovam investigação contra prefeito e sessão termina com confusão no plenário
Caso aconteceu em sessão extraordinária de Cerqueira César. Denúncia aponta que prefeitura pagou R$ 100 mil à empresa sem os serviços serem prestados.
A Estância Avaré - SP
Postada em 22/09/2017 ás 11h01 - atualizada em 22/09/2017 ás 11h34
Vereadores não aprovam investigação contra prefeito e sessão termina com confusão no plenário

A sessão extraordinária da Câmara dos Vereadores de Cerqueira César (SP) desta quinta-feira (21) terminou em confusão, após os vereadores não aprovarem a abertura da comissão processante contra o prefeito Marcos Zaloti (PRB). Uma denúncia aponta irregularidades na contratação de uma empresa para conserto de ônibus escolares. 



A denúncia foi feita por um morador e aponta irregularidades no contrato entre a prefeitura e a empresa J.C. Trinca Peça, responsável pelo conserto de seis ônibus escolares usados no transporte de alunos da cidade no início do ano, gestão do atual prefeito Marcos Zaloti. A denúncia diz que os serviços não teriam sido feitos e, mesmo assim, a prefeitura teria pago quase R$ 100 mil.








A confusão começou assim que os vereadores não aprovaram a abertura do processo e o relatório processante foi arquivado por cinco votos a quatro. Inconformados com a decisão, moradores presentes na sessão começaram a brigar, por conta disto, a polícia precisou usar gás lacrimogênio para separar a confusão.




“Como houve a agressão física entre os ocupantes do plenário e como havia crianças e idosos no local, que não tem porta de emergência, optamos pelo uso de gás lacrimogênio para evitar um mal maior”, explica do sargento Luiz Carlos Leide.



Segundo o presidente da câmara Luiz Henrique Alves Cruz, mesmo com a negação do pedido de comissão processante, as denúncias serão encaminhadas para o Ministério Público Estadual e Federal e, para a Polícia Federal.




“A parte política terminou, mas o processo vai ser encaminhado aos órgãos competentes que, se constatarem alguma irregularidade, certamente irão tomar as devidas providências”, afirma.




Investigações





Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi criada para apurar um contrato feito entre a prefeitura e a empresa J.C. Trinca Peça, que foi contratada para realizar os serviços de conserto de seis ônibus escolares, no qual um morador fez a denúncia de que os serviços não foram realizados.



Segundo o relator, apesar dos serviços não terem sido concluídos, o pagamento de quase R$ 100 mil foi feito para a empresa com recursos do governo federal.




De acordo com o prefeito, as acusações não são verdadeiras e a comissão não conseguiu provas técnicas que sustentem as suspeitas de irregularidades e que uma perícia técnica não foi realizada.




Já a empresa J.C Trinca Peça disse que não existem irregularidades contratuais e que todos os serviços realizados atenderam as necessidades dos respectivos veículos.




Os motoristas dos ônibus também foram ouvidos e relataram que os veículos precisavam apenas de reparos pontuais, como a troca da borracha do para-brisa, amortecedores, óleo e filtro.




Mas, segundo um relatório do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), os preços pagos foram acima dos de mercado.




O relatório concluiu que uma comissão processante deve ser aberta para analisar as denúncias do pagamento autorizado pelo prefeito e também indicam irregularidades praticadas por outros três funcionários da prefeitura.




O prefeito ainda afirma que a denúncia aconteceu porque a prefeitura cortou as horas extras que os motoristas estariam recebendo de forma irregular. Além disso, em nota, a prefeitura afirmou que a contratação da empresa para o conserto dos ônibus ocorreu por meio de pregão eletrônico, sem a participação do prefeito.



 









FONTE: G1
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